Com a chegada da indústria 4.0, ter uma cultura data driven passou a ser uma questão obrigatória para sobreviver e prosperar na nova economia. Tanto que a Forrester, no relatório de 2028 chamado de Insights-Driven Businesses Set The Pace For Global Growth, afirma que as empresas data-driven crescem mais de 30% anualmente.

Por isso, as empresas estão investindo pesado em tecnologias e na contratação de talentos analíticos.

No entanto, para muitas empresas e profissionais uma cultura orientada por dados ainda é visto como uma utopia. Para outras, elas acham que já fazem, mas acabam descobrindo que data-driven vai muito além de só coletar dados.

Quer saber quem é você ou sua empresa nisso tudo? Ou, quer saber o básico: o que é data driven, como aplicar essa cultura e se tornar um profissional da área de dados? Não importa, continue a leitura de saiba tudo sobre o assunto!

Direto ao ponto, o que é data driven?

O termo (tradução livre: orientado por dados) é um conceito estratégico, que descreve a gestão de um negócio quando orientada por dados.

Ou seja, datadriven significa tomar decisões baseadas em análise e interpretação de dados, ao invés de suposições e “achismos”.

O que é cultura data driven?

Trata-se de pensar que informação é igual a melhores resultados.

Uma empresa com cultura orientada por dados, é aquela que organiza todos os seus processos, dimensiona métricas e toma decisões estratégias e táticas utilizando ciência de dados e inteligência de negócios.

Logo, vira um ciclo virtuoso em que cada ação tomada baseada em dados, gera novas informações, que servem para futuras novas decisões.

Empresas com essa cultura, possuem análise de dados presente em todos os níveis da empresa, do estratégico ao operacional. Nelas, o uso de tecnologias impulsiona um comportamento analítico dos profissionais com insights valiosos.

Contudo, mais do que ferramentas, essas empresas contam com metodologias data driven, que estão presentes na forma de pensar e resolver problemas de todos os colaboradores.

Como surgiu?

Surgiu como uma expansão da ciência de dados e na necessidade das empresas precisarem se antecipar as tendências e oportunidades, reagindo ao mercado o mais rápido possível, quase que em tempo real.

Tal necessidade estimulou as empresas a reavaliarem suas estratégias e buscarem uma infraestrutura em nuvem.

Sendo intensificado com a pandemia, que deu uma explosão na digitalização de diversos processos do dia a dia das empresas, tanto que 83% dos gestores entendem que, depois de 2020, o uso estratégico de dados ficou ainda mais importante.

Data driven começou usando a análise computacional de grandes volumes de dados para solucionar problemas e obter insights de negócio, e usando tecnologias de inteligência artificial e machine learning.

Por que ser data driven?

Depois das pessoas, a informação extraída dos dados é um dos mais importantes ativos de uma empresa.

Tanto que, o MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts em conjunto com a Universidade da Pensilvânia, mostraram em uma pesquisa que companhias com uma cultura data-driven são de 5 a 6% mais produtivas. O estudo também verificou que essas empresas possuem maior lucratividade e valor de mercado.

Se você ainda não se convenceu do porquê ter uma mentalidade data driven, trazemos outro dado de um estudo realizado pela Harvard Business Review, que chegou na conclusão de que 48,4% das 1.000 empresas participantes sentiram melhoria significativa na redução de custos ao implementar data driven.

Resumindo, no final das contas, uma gestão orientada por dados traz melhora na lucratividade e redução de custos, somado a diversos outros benefícios para o negócio.

Como ser data-driven?

Olhando da perspectiva de carreira, essa é uma que está em alta. Há muito espaço no mercado de trabalho para profissionais digitais. Mas para os que sabem lidar com dados de forma estratégica, é um enorme diferencial, pois é uma necessidade de todas as organizações.

E alguns dados nos ajudam a entender por que as empresas estão em busca de profissionais com mentalidade data driven:

  • Muitos profissionais investem quase 40% do tempo em busca de informações para executar as atividades de sua função.
  • Além disso, investem mais 20% do tempo para gerenciar esses dados.
  • Só 3% dos dados coletados atualmente pelas empresas são empregados de forma prática.

No que o profissional precisa se desenvolver?

Para quem está em busca de oportunidades de carreira nessa área (Engenharia de Dados, Data Analytics, etc), destacamos 2 skills:

  • Pensamento analítico para lidar com informações complexas.
    Afinal, em uma organização é possível levantar um grande volume de dados. Cabe ao profissional Data Driven conseguir separá-las e extrair o que de fato é relevante.
  • Capacidade de se comunicar com clareza e eficiência.
    Ao preparar relatórios ou apresentações para colegas e parceiros, as informações devem ser precisas e facilmente compreendidas pelos demais.

E uma empresa? Como implementar essa cultura?

Aqui é importante ressaltar que apenas coletar dados – por mais qualidade que tenha – ainda não torna a sua empresa orientada por dados. O mais valioso é o que será feito com o dado para que ele vire informação para a tomada de decisão.

Contudo, a tomada de decisão orientada a dados, por vezes, encontra a sua principal dificuldade na cultura organizacional, pois se uma empresa deseja fugir da obsolescência e se manter competitiva no mercado com uma visão de análises de dados, ela também precisa de uma cultura de inovação.

Para ajudar, listamos 5 passos:

  1. Capacitação e Evangelização: nivele o conhecimento de toda a sua equipe e faça com que todos tenham consciência da importância dos dados. Começar pelas lideranças pode ser uma opção, tornando-os em evangelizadores da nova cultura.
  2. Acesso e Coleta de Dados: Os dados devem ser claros, imparciais e confiáveis. Para isso, mapeie exatamente quais dados são realmente relevantes para a gestão da empresa, essa governança dos dados inclusive está prevista na LGPD. Inclua no mapeamento quais dados são importantes para cada perfil de profissional (e setor). E por fim, garanta que a equipe que faz a coleta de dados faça o preenchimento correto, reforçando o que as áreas envolvidas precisam, dando também acesso aos dados coletados.
  3. Dashboards: Relatórios com dados puros não dizem muita coisa. É preciso criar dashboads que informem visualmente o que está acontecendo e o que precisa ser aprimorado na estratégia com alertas em tempo real.
  4. Análise de dados: ela propõe ações e o que pode ser feito a partir de tudo o que foi coletado. Isso tudo faz parte da estratégia de BI.
  5. Tecnologia: A evolução no data driven está diretamente associada à tecnologia usada na empresa. É preciso contar com ferramentas de automação que auxiliem a adoção dessa estratégia. Ter um software adequado, como o Power BI, ajuda a integrar e minerar um alto volume de dados em segundos e a tornar o dia a dia da empresa mais simples e ágil.

Para encerrar, vale reforçar que a análise de dados vai além da tecnologia, ela deve ser a metodologia que guiará a empresa para aproveitar oportunidades e mapear tendências. Boas práticas incluem dados bem integrados, confiáveis, e uma automação algorítmica, incluindo inteligência artificial.

Gostou do assunto? Quer começar a se capacitar ou treinar a sua equipe para criar uma cultura data driven na sua empresa? Fique de olhos nos nossos eventos, sempre temos workshops e cursos voltados para a área de análise de dados. Aproveite!

[HORIZONTAL] O guia completo sobre cultura data driven